domingo, 4 de agosto de 2013

um blog

Um blog. Muitos pediram: “escreve, vai ser bom”. Me esquivei. E me questionei muito sobre ter um blog, o que ele significaria, e blá blá blá. Mas agora, depois de alguns meses, eis que ele nasce. Com apenas a pretensão de escrever sem pretensão. Não será apenas meu, será de 3 cearenses. Que pouco se conhecem, verdade. Mas que tem em comum uma vontade enorme de deixar registrado todas as vivencias na terra do pinhão. Eu. Virgínia. Pitta de pai e Escóssia de mãe. Nascida no Recife mas radicada em Fortaleza com um ano de idade. E frustada por não conhecer a terra natal. Arquiteta. Há um ano resolvi estudar cenografia, e não oceanografia, como muitos entenderam. Escolhi Curitiba. Por muitos motivos. Porque o curso só tinha aqui e em São Paulo. Como ainda não sou capaz de morar em São Paulo, escolhi o sul. Também pra vencer o frio. Conhecer pessoas. Estudar arte. Viver uma cidade cultural. Bem mais que a minha, pelo menos. Conheci uma cearense. Pelo tal do facebook, pois tínhamos um amigo em comum. Amália. Psicóloga. Veio fazer mestrado. A área que queria tinha em Curitiba. E a orientadora residia na cidade. Por isso ela largou a terra do sol e veio feliz da vida pro frio curitibano. Nos encontramos em um dia lindo de sol. E no primeiro abraço tive certeza que muita coisa ainda estava por vir. Seu sorriso largo ao falar de Curitiba e da nova vida me deixou impressionada. Pois eu ainda estava na minha fase inicial de banzo. Como ela mesmo disse, está vivendo uma relação de amor e paixão com a cidade. Então vou colar nela pra ver se desenvolvo um pouco desse afeto. Acho que tá dando certo. Hoje vou conhecer a terceira cearense. Larissa. Também psicóloga. mora em Curitiba. Veio fazer o mesmo mestrado que a Dra. Amália. Elas não moram juntas, mas estão planejando morar no mesmo prédio. Nos encontraremos hoje a noite pela primeira vez. Vamos ver uma peça. Festival palco giratório.

A idéia do blog nasceu ontem. Depois de ver a peça “o filho eterno” no Sesc, fomos para um bar. Zepelin. Muito bom por sinal. Mas pagava 10 pila pra entrar. Os curitibanos tem esse costume esquisito. Pagar pra entrar num bar. Mas pela graça de algum ser superior conseguimos entrar sem pagar. Estava tocando um samba. Sentamos perto da banda, num espaço como se fosse um balcão. Conversa vai conversa vem, regada a Antártica Original, resolvemos escrever. Deixar registradas nossas conversas de bar e nossas peripécias. Um blog a 6 mãos. O nome havia sido sugerido pela jornalista Fernanda da Escóssia, minha tia, também cearense, que mora a 20 anos na cidade maravilhosa: Tapioca e Pinhão. Aderimos a esse nome, com apenas uma modificação: trocar o “e”, pelo “com”, seguindo a receita de nossas Magníficas bandas de forró. Mastruz com Leite. Limão com Mel. E tantas outras que o nome não me vem a mente.

Escreveremos sobre a cidade do pinhão, a saudade do Ceará, o frio curitibano e a ausência de calefação na cidade. Sobre os curitibanos e suas bolhas, os lugares e os bares que pagam para entrar. Sobre nossas vivências e impressões, os novos amigos e os amores (espero que sejam muitos). Sobre os sotaques, a cultura da cidade e seus escritores,  e tudo que nos motivar (ou não). Eu realmente espero “amar Curitiba como se fosse Fortaleza”, como diria Durval Lelis. 


.escrito por virgínia.

2 comentários:

  1. Não tinha percebido, mas uma ótima observação quando vc fala que tapioca com pinhão segue "a receita de nossas Magníficas bandas de forró. Mastruz com Leite. Limão com Mel." E ótima iniciativa, não deixe de escrever! Força, coragem e bjos!

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  2. Adorei prima,vá em frente, não deixe de escrever!!!!!

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