Moro no centro de Curitiba. Quase no bairro Rebouças. Mas na correspondência diz "Centro". Perto
daqui tem muitos shoppings. Acho que uns cinco. Já fui a todos. Apesar de detestar
shoppings. Na verdade, logo que cheguei por aqui, era o meu lugar favorito. Por ser
igual aos meus. Por ser quente. Por ser o “não lugar” que acaba sendo o
lugar de todo mundo. O lugar que podemos nos sentir menos só (apenas pela quantidade
de pessoas ao nosso redor).
O mais próximo da minha casa é o Shopping Estação. Um shopping mais popular. Fazendo a comparação cearense, seria o
“North Shopping”, sem seus labirintos. Ou o “Center Um”, com uma dimensão
bem maior. Esse shopping foi construído na antiga estação ferroviária da
cidade. Hoje, além de shopping, o espaço abriga o museu ferroviário. Logico.
Museu este pequenino perante a dimensão do shopping, que conta um pouco da história
da cidade e daquela antiga estação. Suponho que seja esse o conteúdo da exposição,
pois ainda não visitei.
Por ser apenas a dois quarteirões
da minha humilde residência, significa que vou sempre por ali. Para ir ao
supermercado, passo em frente. Para ir ao banco. Pra comer alguma coisa diferente.
Para ir ao Cinema ou à faculdade. Isso. Sempre passo por dentro desse shopping
para ir à faculdade. Construíram o shopping em 2 ou 3 longos quarteirões. Acho que
com a intenção de parecermos está dentro e fora dele. Uma parte da praça de
alimentação é realmente semelhante a uma rua/praça. Restaurantes e uma “longa
calçada” com muitos bancos. Tudo coberto com material translucido que deixa adentrar a
raríssima luz do sol. Sempre tem meia dúzia de casais apaixonados. Grupos de
amigos conversando. Mães com seus filhotes nos carrinhos.
Em todas essas minhas idas ao tal
shopping estação passo pela Renner. Não pra comprar. Mas apenas olhar. Olho a
vitrine. Vejo todos aqueles casacos lindos. Quase sempre entro. Só para olhar as
araras. Conferir os preços. Mas acho tudo muito caro. Passou de 50 reais, devolvo a
peça pro seu devido lugar. Principalmente agora, que não tenho mais meu salário
querido pra me fazer companhia. As vezes olho toda a sessão feminina. Fico me
imaginando comprando aquelas roupas de frio. Me imaginando no novo visual mesmo sem saber me vestir para frio. Sempre tenho o mesmo pensamento: preciso de roupas
para aguentar o frio, mas sem ficar ridícula.
Metade de agosto. E de fato esperando setembro chegar. Mês mais frio
do pavoroso inverno curitibano. Céu cinza. Vento frio lá fora. Nem sinal do meu querido sol. Passei a usar o aquecedor
quase o dia inteiro. Inclusive pra dormir. Para sair de casa, uso minhas roupas
de anos atrás. Muitas blusas de manga que não esquentam e casacos emprestados.
Um final de semana sem aula. A
saudade aumentando cada vez mais. Enquanto o sentido da mudança diminui
proporcionalmente. Sexta feira. Uma tristeza sem fim. Pra espantar tudo isso,
resolvi ir ao shopping. Ir no salão. Almoçar. E, finalmente, comprar meu "look" de inverno. Me "arrumei" e fui. Primeira parada: Renner. Olhei para a vitrine. Procurei pelos casacos. Pelos moletons. Calças. Botas. Nada! Primavera-verão.
A nova coleção acabara de chegar.
A quem interessar possa (organizado "a la" trabalhos de arquitetura):
O SHOPPING ESTAÇÃO
O Shopping Estação foi inaugurado
em 1997. Localizado anexo à antiga estação ferroviária de Curitiba, no bairro
Rebouças, o Shopping Estação teve sua arquitetura projetada para manter a
concepção original da antiga construção, integrando o antigo e o novo com
perfeição, valorizando a iluminação natural e os jardins internos.
O MUSEU
O Museu Ferroviário de Curitiba abriga
mobiliários e peças que colaboram para o resgate histórico da memória
ferroviária no Paraná, que se iniciou em 1885 com a inauguração do trecho entre
Paranaguá e Curitiba. Inaugurado em 1982, o espaço possui a arquitetura da
antiga Estação Ferroviária de Curitiba.
Horário de funcionamento do Museu:
Terça a sábado: 10h às 18h
Domingo: 11h às 19h
Segunda: não abre
Terça a sábado: 10h às 18h
Domingo: 11h às 19h
Segunda: não abre
PS.: Texto retirado do site do
shopping estação, que provavelmente deve ter sido feito por um arquiteto,
diante das mesmas justificativas urbanísticas e arquitetônicas para qualquer
novo empreendimento que envolva: antigo x novo, patrimônio, urbanístico, empreendimento
comercial.
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